
Assim que entramos na Casa da Esperança vimos um local colorido e confortável, com áreas verdes e um amplo espaço para atividades recreativas. Havia playground para as crianças e piscina para pacientes de todas as faixas etária.
A instituição procura contribuir teórica e praticamente para que haja respeito à integridade da pessoa autista, tratando seus educandos não como pessoas com “defeito”, mas como seres humanos completos que são e que devem ser estimulados a um desenvolvimento pleno, superando suas dificuldades.
A avaliação do trabalho desenvolvido e os esforços educativos contam com a total participação dos familiares, já que são eles os especialistas que buscam tratar com a individualidade destas crianças.
Percebemos que além do autismo, havia crianças e adolescentes com Síndrome de Down. Percebemos alguns destes mais isolados e, por isso, indagamos acerca do porquê deste isolamento. Fomos informadas que isto se dava porque alguns deles tinham dificuldade de se relacionar com os outros, justificando seu “isolamento” naquele momento. As crianças eram acompanhadas por monitores, até mesmo na hora das brincadeiras, pois corria o risco de se machucarem ou mesmo se desentenderam.
Ao proporcionar atividades culturais e de lazer a pessoas portadoras de autismo, a Casa da Esperança procura melhorar o desempenho dos jovens autistas em atividades cotidianas e práticas, contribuindo assim, para a inserção desse jovem na vida familiar e comunitária.
Os alunos participam de alguns programas: - escolarização: desenvolvimento de habilidades acadêmicas e preparação para o ingresso suporte para a permanência na rede regular de ensino; - vivencia terapêutica: desenvolvimento de habilidade comunicacionais de auto-cuidado, regulação emocional; - educação profissional: oficinas protegidas de serigrafia, lancheria, artes plásticas, artesanatos e informáticas, preparando para o mundo do trabalho; - musicalização: desenvolvimento de habilidades artísticas através de estimulação musical; - atividade sócio-educativas; - palestras; - exposição de filmes; - debates; - passeios; e - confraternização.
Como forma de auxiliar no desenvolvimento dos pacientes da Casa da Esperança a instituição conta com uma equipe de profissionais das várias áreas como: medicina, pedagogia, assistentes sociais, administração, marketing, fisioterapia, alem de agentes e acompanhantes terapêuticos.
Histórico da Casa da Esperança
Trata-se de uma entidade privada, sem fins lucrativos, especializada no atendimento a pessoas com transtornos do espectro do autismo.
Fundada no início dos anos 90, pela médica pediatra Fátima Dourado, em pouco tempo se transformou em uma entidade modelar, sendo hoje, uma referência nacional e internacional em sua área de atuação. Destaca-se pelos bons serviços prestados, por sua contribuição ao campo do conhecimento e por seu compromisso com a luta pela dignidade das pessoas com autismo.Instalada em sede própria, ocupando uma área de 10 mil metros quadrados especialmente construída e ambientada para o atendimento integral às especificidades do espectro do autismo, a Casa da Esperança atende atualmente a cerca de 350 pacientes, em regime de 4 ou 8 horas/dia, o que a torna a maior instituição no atendimento a autistas do Brasil e uma das maiores do mundo.
Em 2003 a Casa da Esperança se tornou a primeira entidade nacional credenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar procedimentos de alta complexidade em pessoas com autismo. Para tanto, compôs uma equipe multiprofissional nas áreas de Medicina (nas especialidades de Pediatria, Neurologia, Psiquiatria e Clínica Geral), Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem, Assistência Social, Pedagogia, além de Agentes e Acompanhantes Terapêuticos.
Relato de Visita feito pelas alunas: EMANUELLE OLIVEIRA DA FONSECA e VIVIAN KELLY PEREIRA LIMA.