18 de agosto de 2009

Reportagem com Atleta cego


Recomendo esta reportagem sobre um triatleta que é cego.

Ele fala de sua adaptação à condição de pessoa cega e mostra-nos sua forma de vivenciar sua deficiência.

Acho que pode proporcionar uma outra percepção da pessoa com deficiência: alguém que se determina, vence obstáculos à primeira vista intransponíveis e resolve praticar um esporte de alta performance.

Deixem-se "impressionar" (em um primeiro momento, pois algo provável!), mas pensem no que este exemplo pode colaborar com a nossa forma de perceber-nos.

O que esta pessoa (a exemplo de muitas outras) pode mostrar-me com sua forma de perceber o mundo e o que está à minha volta?

Vale a pena "passear" por este endereço, apostem!!!



OBS.: Ah... E pode ser que alguém lhes seja familiar. E nesse caso não será mera coincidência!

Paula Cardoso
Estagiária da Disciplina








Visita a Instituição Especializada: Casa da Esperança


Assim que entramos na Casa da Esperança vimos um local colorido e confortável, com áreas verdes e um amplo espaço para atividades recreativas. Havia playground para as crianças e piscina para pacientes de todas as faixas etária.


A instituição procura contribuir teórica e praticamente para que haja respeito à integridade da pessoa autista, tratando seus educandos não como pessoas com “defeito”, mas como seres humanos completos que são e que devem ser estimulados a um desenvolvimento pleno, superando suas dificuldades.


A avaliação do trabalho desenvolvido e os esforços educativos contam com a total participação dos familiares, já que são eles os especialistas que buscam tratar com a individualidade destas crianças.


Percebemos que além do autismo, havia crianças e adolescentes com Síndrome de Down. Percebemos alguns destes mais isolados e, por isso, indagamos acerca do porquê deste isolamento. Fomos informadas que isto se dava porque alguns deles tinham dificuldade de se relacionar com os outros, justificando seu “isolamento” naquele momento. As crianças eram acompanhadas por monitores, até mesmo na hora das brincadeiras, pois corria o risco de se machucarem ou mesmo se desentenderam.


Ao proporcionar atividades culturais e de lazer a pessoas portadoras de autismo, a Casa da Esperança procura melhorar o desempenho dos jovens autistas em atividades cotidianas e práticas, contribuindo assim, para a inserção desse jovem na vida familiar e comunitária.


Os alunos participam de alguns programas: - escolarização: desenvolvimento de habilidades acadêmicas e preparação para o ingresso suporte para a permanência na rede regular de ensino; - vivencia terapêutica: desenvolvimento de habilidade comunicacionais de auto-cuidado, regulação emocional; - educação profissional: oficinas protegidas de serigrafia, lancheria, artes plásticas, artesanatos e informáticas, preparando para o mundo do trabalho; - musicalização: desenvolvimento de habilidades artísticas através de estimulação musical; - atividade sócio-educativas; - palestras; - exposição de filmes; - debates; - passeios; e - confraternização.


Como forma de auxiliar no desenvolvimento dos pacientes da Casa da Esperança a instituição conta com uma equipe de profissionais das várias áreas como: medicina, pedagogia, assistentes sociais, administração, marketing, fisioterapia, alem de agentes e acompanhantes terapêuticos.






Histórico da Casa da Esperança


Trata-se de uma entidade privada, sem fins lucrativos, especializada no atendimento a pessoas com transtornos do espectro do autismo.
Fundada no início dos anos 90, pela médica pediatra Fátima Dourado, em pouco tempo se transformou em uma entidade modelar, sendo hoje, uma referência nacional e internacional em sua área de atuação. Destaca-se pelos bons serviços prestados, por sua contribuição ao campo do conhecimento e por seu compromisso com a luta pela dignidade das pessoas com autismo.Instalada em sede própria, ocupando uma área de 10 mil metros quadrados especialmente construída e ambientada para o atendimento integral às especificidades do espectro do autismo, a Casa da Esperança atende atualmente a cerca de 350 pacientes, em regime de 4 ou 8 horas/dia, o que a torna a maior instituição no atendimento a autistas do Brasil e uma das maiores do mundo.


Em 2003 a Casa da Esperança se tornou a primeira entidade nacional credenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar procedimentos de alta complexidade em pessoas com autismo. Para tanto, compôs uma equipe multiprofissional nas áreas de Medicina (nas especialidades de Pediatria, Neurologia, Psiquiatria e Clínica Geral), Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem, Assistência Social, Pedagogia, além de Agentes e Acompanhantes Terapêuticos.




Relato de Visita feito pelas alunas: EMANUELLE OLIVEIRA DA FONSECA e VIVIAN KELLY PEREIRA LIMA.

17 de agosto de 2009

Resenha do livro "Um antropólogo em Marte", texto "Ver e não ver".


SACKS, Oliver. Ver e não ver. In: Um Antropólogo em Marte: sete histórias paradoxais. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

por Nathália Laurentius e Luzia O. de Sousa, alunas da disciplina

O livro Um Antropólogo em Marte foi lançado no Brasil em 1995. O autor, Oliver Sacks, é um neurologista com grande habilidade para narrar distúrbios neurológicos complexos, de forma que o leitor acaba sendo completamente absorvido pelas incríveis histórias de vida de seus pacientes.

Em “Ver e Não Ver”, Virgil com 50 anos, era praticamente cego, portador de uma doença hereditária que acabava aos poucos com sua retina. Amy era sua noiva e tinha um enorme desejo que ele fizesse uma cirurgia de catarata para que no dia do casamento pudesse ver tudo que lhe acontecia. No dia seguinte da operação do olho direito, Amy iniciou um diário contando tudo o que acontecia com seu noivo, suas primeiras sensações, visões e descobertas. Para Virgil houve uma enorme transformação em sua vida, pois já era bem acostumado com a vida que levava antes da cirurgia. Muitas vezes não conseguia utilizar da visão para identificar algo e sempre voltava a utilizar o tato como ferramenta. Uma pessoa que passa 50 anos sem enxergar, cria sua própria visão de mundo e para ele era muito complicado ver algo como um todo, e via sim coisas fragmentadas, por partes. Depois da operação do olho esquerdo Virgil melhorou a sua visão e se mostrava mais assentado em suas maneiras, apesar de tudo que passou se saiu muito bem, “mostrando um aumento constante em sua capacidade de apreender o mundo visual”.
Enfim, após 4 meses da cirurgia, Virgil desfalecera com pneumonia lombar, o que fez com que perdesse a visão novamente e assim teve que reaprender a ser cego novamente.
Esta história demonstra como o processo de visão não é só uma fotografia de mundo, mas é necessário para o cérebro interpretar os sinais que recebe dos olhos.
Essa história serviu como base para o roteiro do filme “A Primeira Vista”.


15 de agosto de 2009

Cantinho da Denúncia!*


Desrespeito às normas de acessibilidade põe em risco a vida de pedestres, principalmente, a de pessoas portadoras de necessidades especiais.


Em Messejana, precisamente na Rua Padre Pedro de Alencar, vizinho ao n° 1564, existe um condomínio cuja calçada foi construída de forma irregular, o que tem posto em risco a vida de dezenas de pedestres que residem no condomínio, bem como a de inúmeras outras pessoas que passam no local.
Estando no local pudemos constatar a dificuldade de um deficiente físico (cadeirante) para transpor o obstáculo construído na calçada e seguir o seu caminho de volta para casa.
O grande perigo pelo qual passam os pedestres é que esta rua possui um fluxo intenso de veículos pesados como: caminhões, ônibus e automóveis, e no justo local existe uma parada de coletivos.
O cadeirante, que não quis se identificar nem se deixou fotografar, teve que aguardar por vários minutos para poder passar para a rua e conseguir transpor aquele obstáculo. Ele foi obrigado a disputar espaço com os veículos que por ali transitavam, correndo o risco de ser atropelado. Teve muita sorte, pois naquele dia existiam dois agentes de trânsito da AMC no local que, percebendo o perigo que o cadeirante estava correndo, foram em seu auxilio e detiveram o fluxo de veículos até que ele conseguisse chegar a um local acessível da calçada e continuar seu percurso.
Solicitamos às autoridades municipais responsáveis da Regional VI que saiam um momento de seus escritórios seguros e refrigerados e vão ao local para se inteirarem do problema e contribuir para a melhoria do acesso as pessoas naquela área, cumprindo assim o seu dever e devolvendo as pessoas - principalmente aos deficientes físicos como aquele cadeirante - seu direito de ir e vir contemplado pela Constituição Federal.

Fortaleza, 11 de Agosto de 2009
Alberto Henrique Pereira Filho
Cleuma Raquel Cunha Santos
* Atividade desenvolvida pelos alunos da disciplina Alberto Pereira Filho e Cleuma Santos.

13 de agosto de 2009

Como organizamos este Blog

As produções inseridas neste blog são elaboradas pela turma da disciplina Fundamentos de Educação Especial do Curso de Pedagogia da UECE. Cada matéria postada foi elaborada por duplas ou trios de alunos (as) a partir de sugestões do coletivo da turma. Tanto a professora, quanto a estagiária da turma também poderão postar produções. A idéia é tornar pública a produção do grupo, bem como estabelecer interlocução com os(as) internautas que visitarem este espaço virtual. Pretendemos, assim, divulgar informações, conhecimentos de cunho científico, produções artísticas que envolvam direta ou indiretamente as pessoas com deficiência e, inclusive, outros grupos que compõem a tessitura da diversidade.

Nosso blog pode ser considerado um “portfólio virtual e coletivo” das leituras, das reflexões e das experiências vivenciadas por esta turma. Um portfólio em permanente atualização feito por um grupo que tem como característica principal o “gosto pelo desafio”.

Rita Magalhães (docente da disciplina)

11 de agosto de 2009

A disciplina

Desde a década de 1990 que a Educação Especial faz parte da grade curricular do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Ceará (UECE) como disciplina obrigatória. A disciplina atualmente é denominada “Fundamentos de Educação Especial” e compõe a nova grade curricular do Curso de Pedagogia com oferta no 5º semestre. A turma é composta por 33 aluno(a)s e conta com uma aluna do Mestrado em Educação da UECE realizando o seu Estágio de Docência.
Este semestre estamos organizando este blog com a intenção de compartilhar conhecimentos construídos e socializar as experiências vivenciadas durante o semestre. Esta idéia está associada à perspectiva de estímulo à capacidade de produção dos alunos desenvolvida há alguns anos, com o uso de portfólios como ferramenta no processo de avaliação no Ensino Superior. O blog possibilita não apenas a produção escrita, mas também a inserção de vídeos, fotos, etc.
A educação das pessoas com deficiência nos últimos anos vem ganhando relevância no âmbito das políticas educacionais, da organização da sociedade civil e da produção acadêmica. Isto se deve, em parte, ao apelo ético da noção de educação inclusiva e às implicações para a prática pedagógica evocada pela mesma.
A formação de professores, especificamente, de pedagogos sensíveis aos desafios e possibilidades peculiares à educação inclusiva torna-se premente. Faz-se necessário, ainda, espaços para discussão e divulgação de informações que colaborem no enfrentamento dos preconceitos e estereótipos vinculados à socialização e educação escolar de pessoas com deficiência.
Com estas palavras convidamos os navegadores do mundo contemporâneo (“os internautas”) a viajarem conosco nesta empreitada.

A professora


Sou Rita de Cássia Barbosa Paiva Magalhães (um nome imenso) e prefiro que me chamem Rita Magalhães. Sou pedagoga pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e desde o final da década de 1980 tenho me ocupado com o ensino, a pesquisa e a extensão, com temáticas relacionadas à educação das pessoas com deficiência. Fiz mestrado em educação especial na Universidade Federal de São Carlos e aprendi a importância da pesquisa meticulosa e precisa. Cursei Doutorado em Educação na UFC, investigando aspectos curriculares da educação inclusiva; aprendi a realizar interfaces e estabelecer uma interlocução entre Educação Especial e outras área de conhecimento como a Sociologia da Educação, os Estudos Culturais e as Teorias de Currículo.
Atualmente sou professora adjunta da Universidade Estadual do Ceará (UECE) exercendo a docência na graduação em pedagogia, em cursos de Especialização e no Mestrado em Educação da referida universidade. Realizo pesquisas no âmbito da Formação do Pedagogo e da Identidade Docente no contexto dos processos de Educação Inclusiva no Grupo de Pesquisa em Educação Especial da UECE.
Se me perguntarem por que me interessei por educação especial durante a minha formação não saberia responder ao certo, mas diria que a “diferença” e o “diferente” instigaram a minha jornada profissional e a cada dia reafirmam a minha crença na necessidade de construção de uma escola menos seletiva e atenta às demandas de seus alunos e professores.
Às vezes uso uma frase de Caetano Veloso para me definir: “Ninguém é comum e eu sou ninguém (...)”
Caso queiram conhecer melhor a minha trajetória profissional acessem o currículo lattes no endereço:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4708347Z6
Os curiosos sobre algo da minha produção científica acessem:
http://www.anped.org.br/reunioes/31ra/1trabalho/GT15-4920--Int.pdf
Para contatos: ritafora@hotmail.com

A estagiária


Meu nome é Ana Paula, mas sempre me apresento como Paula – assim me identifico e me reconheço. Sou mestranda do curso de Mestrado Acadêmico em Educação da UECE, cuja linha de pesquisa é Didática e Formação Docente e eixo Cultura, História e Diversidade. Trilhei alguns caminhos (ou vários) que me trouxeram até aqui: uma sala de aula da Universidade Estadual do Ceará, na disciplina de Fundamentos de Educação Especial.
Minha primeira formação é o Bacharelado em Direito, pela Universidade de Fortaleza (1998). Apostei as fichas que tinha à época que seria uma advogada realizada, mas não foi isso que aconteceu! Às vezes é preciso que caminhões pesados atropelem nossas trajetórias para que mudemos de rumo. No caso, não fui eu a pessoa atropelada, mas meu namorado e, por razões que a própria razão desconhece (ou não) mudei minha rota profissional. O namorado tornou-se marido (e dos especiais) e, passados alguns anos sem direção clara a seguir, desenvolvi meus melhores dois projetos de vida: meus filhos, Maria Clara (8) e Pedro (5).
E assim surge a Educação: como uma escolha livre e consciente, embora apontando para direções diversas das que já pareciam habituais. Nesse mesmo contexto descubro a Educação Especial e, para além da técnica, apaixono-me (pois, afinal de contas, um pouco de paixão na vida é sempre bem-vinda!). Inicio, nesta área, as atividades de pesquisa como bolsista de iniciação científica, o que atribuo como o grande diferencial de minha formação. Estes caminhos, certamente, foram minha referência na trajetória de busca pela pós-graduação no curso de Mestrado em Educação da UECE.
Como mestranda, fui contemplada com uma bolsa de estudos da CAPES e curso, atualmente, o segundo semestre. A fim de cumprir uma exigência da CAPES, bem como almejando ensaiar meus primeiros passos na docência do Ensino Superior, desenvolvo o Estágio de Docência Supervisionado nesta disciplina.
Planejar conteúdos, pensar metodologias, aprender a dinâmica da sala de aula e estar preparada para o incerto (por mais que planejado), para o improviso (quando o planejado torna-se impossível) e, no meio de tudo isso, sentir-me realizada e feliz: eis as metas que objetivo alcançar!
Mas ainda me pergunto: o que espero dessa atividade? Aprender, aprender, aprender! Com minha supervisora de estágio, a arte de ensinar; com os alunos, os caminhos que os levam a aprender. E, ainda, contribuir com os estudos sobre o Outro identificado por sua diferença [a pessoa com deficiência], para que tais conhecimentos se aprofundem e alcancem lugares importantes na academia e na sociedade.
Contatos: cardoso.paula@uol.com.br
Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4593136Y4.

12 de julho de 2009

Foto da Turma

Enfim, a foto!
Turma de Educação Especial da Universidade Estadual do Ceará com a professora Rita de Cássia.

OBS.: Alguns colegas da disciplina não estão presentes na foto.